Abate de vacas: como isso interfere na receita da fazenda?

Abate de vacas: como isso interfere na receita da fazenda?
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Na pecuária de corte, existe um padrão entre os bovinos que geralmente vão para o abatedouro se transformar no bife que comemos e apreciamos, este padrão é composto por: sexo, peso e idade. Assim o padrão de abate de vacas no Brasil segue acerca de machos de até 2 anos de idade e com mais ou menos 18 arrobas.

Para as fêmeas, cabe a tarefa fundamental de dar crias e manter o rebanho numeroso. Contudo, nem sempre é assim. Atualmente, o abate de vacas se tornou  uma realidade forte na pecuária do Brasil, constituindo-se como uma prática estratégica e necessária que interfere diretamente nos lucros e prejuízos de uma fazenda de corte.

Cenários do abate de vacas no Brasil

Abater vacas como estratégiaSegundo o IBGE, no segundo trimestre de 2017, foram abatidas 2,45 milhões de vacas no Brasil, sendo que o número total de bovinos naquele ano girava em torno de 218 milhões de cabeças.

Outros dados interessantes sobre o abate de vacas no Brasil, tratam da porcentagem de vacas abatidas em relação ao número de bovinos abatidos. Ainda no ano de 2017, 33,1% do rebanho abatido era formado por vacas. Conforme os dados, houve um aumento de abates de vacas, no quadro geral em relação aos anos de 2015 e 2016.

O motivo certo para o abate de vacas

Na dinâmica da fazenda de corte, o abate de vacas deve ser estudado e calculado. Primeiramente, devido sua sensível interferência nas finanças e, por fim, para que a relação de custo de mantença do gado e crescimento ordenado do rebanho se mantenha em equilíbrio.

Por este motivo, a discussão que gira em torno da melhor época, ou idade para abate das vacas de um rebanho de corte é formidável. A hora do abate ou descarte das vacas depende, basicamente, da estratégia adotada por cada fazendeiro. Porém, existem regras básicas e eficientes que, quando aplicadas com lógica, garantem o equilíbrio das finanças.

Vamos conferir!

Vacas improdutivas

Vacas improdutivas. O que fazer?Este é um parâmetro mais óbvio em uma situação de abate de vacas. Ele envolve, basicamente, a relação de produtividade de cada vaca sobre o valor de seu custo.

Ou seja, uma vaca precisa dar crias para compensar o custo de sua mantença em um rebanho de corte. As vacas com taxa baixa de prenhez ou que, em condições normais de clima e alimentação, não produz cria, não está pagando por seu custo. Sendo assim, estas são as primeiras a serem vendidas para abate. Mas um ponto a ser destacada é o caso das vacas primíparas, ou seja, vacas muito jovens e de primeira cria. Por serem novas e não terem atingido o peso adulto, essas novilhas podem ter dificuldade em emprenhar uma vez que sofre uma desgaste energético muito grande. Neste casos, vale a pena aguardar.

O grande problema aqui é que algumas das vacas improdutivas, geralmente, estão com uma condição corporal ruim e não atingem o acabamento de carcaça que seria o ideal para a indústria. Nestas situações, no entanto, é recomendado o acabamento das vacas improdutivas em sistemas parecidos ao que elas eram criadas antes, mas de forma intensiva.

Retorno financeiro

Outro parâmetro para o descarte de vacas é o do retorno financeiro. Claro que este parâmetro se dá em um plano mais geral, ou seja, enquadra todas as vacas do rebanho, em uma situação de balanço geral do número de fêmeas e machos.

Porém, o grande ponto nesta estratégia é a questão: como saber quando uma vaca rendeu retorno financeiro para a fazenda? Isso depende e pode ser avaliado pela idade da vaca e pelo número de crias que ela produziu durante determinado tempo na fazenda.

Mas como calcular? 

Para analisar o tempo que uma vaca leva para retornar em lucro para o pecuarista, deve-se observar: valor investido na novilha, intervalos de partos, custo da vaca e sua cria durante o tempo em que permanecer na fazenda, receita de venda (descarte) da matriz e das crias geradas (avaliando o valor de machos e fêmeas).

Se todos estes fatores forem avaliados, o pecuarista chegará à conclusão de que o retorno de uma vaca em lucros se dá com determinado tempo e determinada quantidade de crias. Porém, as variáveis como altas e baixas no preço da vaca gorda, sistema de produção, custo de cada insumo necessário no manejo e outras, devem ser, obviamente, levadas em conta, o que pode fazer a conta variar de tempos em tempos.

Existe forma fácil de manter o rebanho lucrando?

A importância de saber quando descartar a vaca, está relacionada mais precisamente às questões de estratégia e economia da fazenda. Para facilitar este processo, a Fertili, ferramenta que auxilia o pecuarista no manejo a fim de preveni-lo dos prejuízos e ajudar na busca pelo aumento da produtividade, ajuda o produtor no controle das vacas produtivas e improdutivas do rebanho e no próprio cálculo para estabelecer o tempo de retorno financeiro de cada vaca.

Tudo isso é possível por causa do sistema de registro individual e coletivo de animais que a Fertili oferece. Este sistema forma no dia a dia um histórico de produtividade, sanidade, pesagem e muito mais. Assim, o pecuarista poderá ter, à cliques, os intervalos de prenhez das vacas, a idade e a capacidade reprodutiva, entre outros fatores como saúde e pesagem.

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